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A importância do clima organizacional
13.11.2014


Você pode me dizer como está o clima por aí? Não... não estou falando de meteorologia... o que eu quero saber é como está o grau de satisfação das pessoas que trabalham na sua empresa. Ou seja, como os colaboradores respondem aos vários estímulos que a sua organização gera a partir dos diversos aspectos que permeiam o ambiente de trabalho.  

Para responder a essas e outras perguntas, temos em nossas mãos uma poderosa ferramenta que nos dá uma compreensão daquilo que está acontecendo no mundo psicológico da empresa: A Pesquisa de Clima Organizacional. Com ela, poderemos traçar as nossas ações para o futuro, definindo e implementando projetos que garantam a valorização e o desenvolvimento contínuo do nosso ativo mais importante – as pessoas. Ou você ainda tem dúvidas de que “tudo inicia nas pessoas, e termina nas pessoas”?   
 
Mas vamos falar um pouco mais de clima organizacional, a fim de deixarmos esse termo bem internalizado em nossas mentes e corações. Um dos conceitos que eu mais gosto é do autor Roberto Coda, onde ele diz:
 
“O Clima Organizacional diz respeito ao que as pessoas acham que existe e que está acontecendo no ambiente da organização em determinado momento, sendo, portanto, a caracterização da imagem que essas pessoas têm dos principais aspectos ou traços vigentes na organização. Talvez seja esse o maior desafio em relação ao conceito de Clima Organizacional: só pode ser compreendido em termos das percepções das pessoas que fazem parte da organização. Em resumo, Clima Organizacional é uma medida da percepção que os empregados têm sobre o grau de satisfação em relação a determinadas características do ambiente de trabalho da organização onde atuam (Coda, 1998)”.
 
Ter o entendimento dessas percepções deve ser o grande objetivo das lideranças. Para cada empresa, em qualquer lugar do mundo, chega esse momento, o marco divisor, onde ela terá que escolher se coloca o processo de pessoas na pauta do dia, ou se quer (sobre)viver por mais algum tempo, definhando e saindo da vida empresarial, como já ocorreu com centenas de organizações ao longo das últimas décadas.
 
No livro Execução, o best-seller mundial de gestão empresarial, Larry Bossidy e Ram Charam esclarecem que a organização moderna deve estar estabelecida em uma base composta por três processos-chave: Pessoas, Estratégias e Operações. Porém, como enfatizam os autores, o processo de pessoal é mais importante do que os processos de estratégia e operações, e é essa realidade que precisamos ter sempre em mente, se queremos, afinal, criar uma organização sólida e lucrativa para os próximos anos. 
 
Em um recente estudo da Fundação Dom Cabral (FDC), foi revelado que das 500 maiores empresas existentes no Brasil em 1973, apenas 117 (23,4%) sobreviveram, uma taxa de mortalidade assustadoramente alta de 76,6%.
 
Muitas causas motivaram esse desaparecimento de grandes empresas em um período tão curto. Porém todas elas estão ligadas às pessoas, como não poderia ser diferente. A falta de transparência dos gestores, lideranças despreparadas e ambientes psicológicos de trabalho inapropriados não permitiram que essas organizações conseguissem manter os talentos necessários capazes de levar o negócio para o nível seguinte. 
 
A Pesquisa de Clima Organizacional nos fornece importantíssimos insumos sobre esses e outros aspectos dentro da organização, tornando-se uma excelente fonte de informações, que muitas vezes, mudam completamente a forma como os gestores administram suas empresas. 
 
E agora, é tempo de reflexão. Chegou a hora de perguntarmos: Como deve ser o clima organizacional em nossas empresas para que possamos obter os resultados que queremos? O que devemos fazer para chegar até lá?
 
Afinal, como está o clima por aí?


Guilherme Said é Diretor da Upgrade Educação Profissional